sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Como adicionar metadados de direitos autorais em suas fotos no Adobe Lightroom Classic

ATILA PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS





(Foto: Reprodução)

Provavelmente alguma foto sua deve estar flutuando pela internet sem que você saiba.

A partir do momento em que você postar uma foto nas redes sociais, blogs ou página da Web, suas chances de controle sobre esta imagem é muito pequena.

A velocidade com que estas fotos são compartilhadas é muito grande, qualquer pessoa pode pegar e redistribuir a seu critério.

Infelizmente, são grandes as chances de que alguém possa estar usando suas fotos para outros fins sem sua devida autorização.

Contudo, quero mostrar neste artigo que você pode utilizar algumas opções para proteger suas fotos e evitar que pessoas maldosas usem o seu trabalho para se destacar.


Continue lendo para saber mais sobre:


  • O que são Metadados?
  • EXIF vs IPTC
  • Predefinição de metadados





O que são Metadados?


Sabe quando você clica e depois visualiza a doto no LCD da câmera?

Pronto, neste momento entre clicar e visualizar ocorreu um armazenamento de informações importantes na sua máquina.

Estes dados acomodados em um arquivo são chamados de Metadados.

JPEG, RAW, DNG, TIFF e PSD são arquivos que incluem metadados


Dentro dele, são armazenados os detalhes técnicos da imagem, tais como: Dimensões em pixel, modelo da câmera, detalhes da marca, exposição, equilíbrio de branco, espaço de cores e data de captura.

NOTA: Em muitos sites, especialmente de redes sociais como o Facebook, eliminam uma enorme quantidade de informações de metadados quando a imagem é carregada.

Isto significa que, uma grande parcela de informações que você adicionou, talvez não conste na imagem.

Fique sempre ligado!

EXIF e IPTC

São formatos de arquivos que tem por finalidade informar os dados contidos em uma imagem.

EXIF: Formato de imagens produzidas por todas as câmeras digitais.

IPTC: É um formato antigo, muito usado por agências de notícias e que voltou a ganhar força nos últimos anos.

Observe que cada formato tem sua característica particular, contudo, a pergunta que devemos fazer é: Como estes metadados podem ser úteis?


#EXIF

Para um fotógrafo atento, o formato EXIF é fundamental para sua base de estudos, uma vez que ele oferta as configurações que foram usadas em cada foto.

Estas informações permitem, por exemplo, que você entenda por que uma foto ficou melhor do que outras.

Outro ponto de destaque deste formato é a possibilidade que qualquer pessoa tem de visualizar quais configurações um fotógrafo famoso usou para criar uma foto.


#IPTC

Extremamente útil na proteção de direitos autorais.

Mesmo que sua câmera digital ofereça a opção de definir um copyright, o formato IPTC permite que você adicione título, descrição e palavras chave a todas as suas imagens através de um computador.
Desta forma, você consegue preservar suas fotos para futuras pesquisas, como também, a venda destas imagens para a maioria das agencias sérias que trabalham com o formato IPTC.


Predefinição de metadados

Predefinição de metadados é um conjunto de informações que é adicionado a todos os arquivos selecionados no painel metadados ou adicionado em todos os arquivos que serão importados.


#Como criar uma predefinição de metadados


Passo 1: Ativar o Módulo Biblioteca e abrir o subpainel Metadados.
Passo 2: Onde tem a palavra Predefinição, clique no menu suspenso e escolha a opção Editar Predefinições.
Note, que em cada extensão destes cabeçalhos, existe uma quantidade relativa de dados para serem preenchidos.
Cabe a você como autor, definir quais serão as mais importantes na criação da sua predefinição de metadados de direitos autorais.


Talvez você pergunte: Eu preciso preencher todas as extensões?
Não. Contudo, é interessante que você não fique preso apenas a uma predefinição.
Tente trabalhar na construção de predefinições que permita ter informações que atenda suas necessidades em diferentes tipos de situações.
Você pode por exemplo criar:
  • Predefinições básicas
  • Predefinições intermediárias
  • Predefinições avançadas

#Direitos Autorais IPTC
Seu primeiro passo é preencher os dados desta seção.
Tente se acostumar em preencher ela primeiro, uma vez que estes campos são itens fundamentais para segurança de suas fotos.



#Criador do IPTC

Esta etapa não deixa de ter sua importância, uma vez que ela irá produzir informações essenciais para que usuários possam entrar em contato com você, por exemplo, para pedir permissão de uso da sua imagem.
Se possível, preencha todos os campos desta seção.


Quando concluir seu preenchimento, clique no menu suspenso do item “Predefinição” e escolha a opção Salvar configurações atuais como nova predefinição...
Em seguida coloque o nome da sua nova predefinição e clique no botão Criar.

Pronto, você acabou de criar sua primeira predefinição de metadados.



Talvez você tenha pensado: Foi um saco preencher a maioria destes dados, ocupou um tempo precioso do meu trabalho.
Tenho que concordar com você que adicionar informações é demorado e tedioso, mas ela é feita uma única vez.
Note que suas futuras importações serão mais rápidas, bastando escolher a predefinição de metadados do seu interesse.
Lembre-se: Maior fluxo de velocidade no seu trabalho e uma maior segurança para suas fotos.

#Aplicar predefinição de metadados na importação
Esta é a parte mais fácil do seu trabalho.
Quando você iniciar as etapas normais de importação vai observar no canto direito superior da sua tela um subpainel chamado Aplicar durante a importação.

Clique no menu suspenso da opção “Metadados” e escolha a sua predefinição.
Pronto, agora é só clicar no botão “Importar” no canto inferior à direita e esperar a conclusão do processo.
NOTA: Na próxima vez que você for realizar uma nova importação, o Lightroom por padrão vai deixar ativo a última predefinição que você usou.
Caso não tenha o interesse de usá-la, basta usar a opção “Nada”.

#Outras formas de uso dos metadados
Muitos fotógrafos pensam que presets de metadados foram construídos para serem usados exclusivamente para direitos autorais.
Não foram, não existe este tipo de limitação. Vou dar um exemplo:
Ao realizar uma sessão de moda, você pode e deve incluir nesta predefinição os nomes das modelos participantes, tipo de sessão, data, mês, palavras chave, entre outras informações importantes que você julgar necessário.
Note que este tipo de ação gera maior controle e segurança para você e as pessoas que estão envolvidas no projeto.

Conclusão

Se você seguir este processo que foi apresentado, certamente irá trabalhar cada vez mais rápido e com maior qualidade e segurança.
Estas dicas são importantes não só para proteger seus trabalhos, mas mostrar para sua audiência e seus concorrentes que você se importar com todos os detalhes na construção de uma imagem notável.
Isto não é tudo que você precisa aprender para criar metadados que geram 2 vezes maior proteção em suas fotos e com 7 vezes mais poder de velocidade na importação, mas já é um bom começo.


ATILA PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS 


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Saiba o que é e como se faz um “bokeh”

ATILA PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS




Por Mariana Coutinho
Para a Tech Tudo 


Um dos efeitos mais utilizados por fotógrafos profissionais para enfatizar a cena principal é o bokeh. O termo bokeh vem do japonês e tem significado próximo a “borrão” ou “mancha”.

Em fotografia, esse termo designa as áreas de fundo da imagem que estão fora de foco ou distorcidas. Ele é utilizado para reduzir distrações e destacar o assunto principal da foto. O que chama a atenção nesse efeito, muitas vezes, não é nem o desfoque, mas os pontos de luz bem definidos ao fundo. Esses pontos conferem charme e beleza à imagem.

Bokeh Light (Foto: Reprodução)

Para conseguir um bom resultado de bokeh é preciso que a câmera tenha um bom diâmetro físico de abertura.

Assim, câmeras compactas normalmente não alcançam um efeito satisfatório.

No entanto, você pode tentar desfocar o fundo usando sua câmera compacta com o máximo de zoom ou selecionando o modo macro, se estiver disponível, e focando no primeiro plano.

No caso das câmeras profissionais ou semi-profissionais, a dica é usar uma lente clara e uma grande abertura. O ideal é colocar a câmera no modo “Prioridade de Abertura” e configurar a lente na maior abertura possível, de preferência f1.4, f1.8 ou f2.8. Também é importante conseguir uma velocidade alta para que os círculos de luz ao fundo fiquem bem definidos. A velocidade de ficar acima de 1/50 segundos.


    ttbokeh2 (Foto: ttbokeh2)


Outra dica é você ficar mais próximo possível do que você deseja fotografar em primeiro plano. Se usar uma lente zoom, faça o enquadramento com a maior distância focal possível. Da mesma forma  que você deve estar próximo ao primeiro plano, quanto mais distante você estiver do fundo melhor.

Nessa linha, podemos concluir que o bokeh funciona melhor em locais abertos, de forma que a distância entre o primeiro e o segundo plano seja maior. Assim, você também consegue melhores resultados se o fundo for escuro e tiver alguns pontos de luz mais intensos.

Uma boa forma de começar a fazer bokeh é fotografar sua cidade à noite. O bokeh não é o melhor efeito em todas as situações, mas funciona muito bem em fotos noturnas e quando se quer destacar uma cena em primeiro plano. O importante é não ter medo de fotografar e tentar novos efeitos.

(Matéria publicada no site da Tech Tudo, por Mariana Coutinho , colaboradora da Tech Tudo, jornalista, blogueira, fã de cultura pop e sempre ligada nas redes sociais e nas nova tecnologias da informação e da comunicação.)

ATILA PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Light painting: pintura de luz esbanjam criatividade desde Picasso até a foto digital

ATILA PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS




Por Julio Preuss :


Você já ouviu falar de light painting? Esta técnica fotográfica, literalmente traduzida como "pintura de luz”, existe há pelo menos 60 anos: lá nos idos de 1949, o célebre fotógrafo Gjon Mili capturou uma série de emblemáticas pinturas de luz do não menos famoso Pablo Picasso, atualmente expostas numa galeria virtual da Life.





Assim como várias outras técnicas, o light painting vem se popularizando na última década graças às câmeras digitais – vide o sucesso de grupos como o Light Painting – The Real Deal, no Flickr, e de coletâneas como esta da Tripwire. Afinal, agora é muito mais fácil conferir se o experimento está dando certo e corrigir detalhes, sem precisar esperar a revelação do filme.

Existem dois tipos de pintura de luz: aquelas em que a iluminação é apontada direto para a câmera, criando rastros luminosos como tubos de neon, e outras mais sutis, em que a fonte de luz é usada para iluminar seletivamente uma imagem. Em outras palavras, no primeiro tipo a própria luz se torna o assunto da foto, enquanto no segundo, ela só revela ou destaca detalhes do assunto.

A maioria das fotos das galerias mencionadas acima são do primeiro tipo, talvez porque seja a técnica mais fácil de executar e com os resultados mais chamativos. Nesta, tanto se pode mover as fontes de luz diante da câmera, como neste exemplo em que o americano Kevin Dooley ficou andando com sua máquina ao redor de uma árvore de Natal:




Uma experiência bem mais radical é o chamado câmera toss, em que o fotógrafo arremessa a câmera para o alto e deixa o acaso e a gravidade decidirem a imagem que será capturada. 
Como isso geralmente é feito no escuro, para registrar trilhas de luz, não deixa de ser um exemplo de light painting em que a câmera que se move. Só que se você não tomar cuidado, pode se tornar um passatempo meio caro.

Por mais que essas imagens abstratas sejam divertidas, no entanto, os melhores exemplos light painting são como as obras de Mili e Picasso: desenhos luminosos relativamente concretos. E você não precisa nem saber desenhar a mão livre (e as cegas) – basta traçar o contorno de algum objeto para obter efeitos interessantíssimos como a “guitarra elétrica” do inglês Sean Rogers:





A guitarra, na verdade, pode até ser considerada um hibrido dos dois tipos de light painting que citei no início da coluna, já que a mesma luz que deixou o rastro ao seu redor serviu para realçar detalhes do instrumento em um ambiente originalmente escuro. Se a fonte de luz não tivesse sido apontada para a lente, não haveria rastro e o resultado seria semelhante à imagem desses suculentos tomates capturados pelo italiano Marco Fillinesi:





Confesso que gosto mais desses exemplos mais sutis (e raros) de pintura de luz, em que o desafio está mais em obter uma iluminação agradável como a dos retratos tradicionais – vide os exemplos da “garota tímida” capturada pela alemã Geraldine Feltekatze – do que em criar efeitos especiais.






Mas claro que isso é só minha opinião pessoal e não significa que eu não aprecie também os light paintings mais ousados, como os que um grupo de estudantes criou usando um monte de aspiradores de pó robôs Roomba. Aliás, agora estou pensando em amarrar uns leds no rabo da nossa cadela para ver no que dá.


Experimente o light painting


Para criar suas próprias pinturas de luz, você vai precisar de uma câmera capaz de registrar exposições longas e de uma ou mais fontes de luz como pequenas lanternas, aqueles chaveiros com leds ou até velas. Além, é claro, de um ambiente suficientemente escuro e, na maioria dos casos, de um tripé ou outro tipo de apoio para manter a câmera parada enquanto você vai “pincelando” a cena com a sua lanterna ou coisa parecida.

A velocidade a ser usada vai depender muito das condições do ambiente e da intensidade das fontes de luz, então experimente começar em torno de um ou dois segundos e ir aumentando até ficar satisfeito com o resultado. Para a câmera não captar luz demais, tome cuidade de configurar a sensibilidade (ISO) para um valor baixo e, se possível, escolher uma abertura intermediária.

Outro detalhe importante é o foco: se a câmera contar com foco manual, o ideal é ajustá-lo antecipadamente, para evitar que o autofoco “mire” no lugar errado ou, nas fotos abstratas, que uma câmera desfocada acabe captando mais luz do que o desejado. Por fim, se a câmera for ficar parada, use aquele recurso de disparo automático, após uma contagem regressiva, para ter certeza de que o apertar do disparador não vai fazê-la tremer.










Julio Preuss
escreveu o primeiro livro brasileiro sobre Fotografia Digital e já colaborou com mais de 20 publicações, entre jornais, revistas e sites. Atualmente é colunista do Fórum PCs e da revista Sexy e faz mestrado em informação na Universidade de Toronto.


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ATILA PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS




sexta-feira, 21 de abril de 2017

Aprenda o que é Panning e deixe suas fotos com efeito arrastado

ATILA PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS



Por Tunai Caldeira -  
                                                                   
Para o Tech Tudo:  http://www.techtudo.com.br/



Panning é o efeito ótico feito por uma câmera fotográfica com velocidade de obturação lenta no qual é possível manter um assunto em foco ao mesmo tempo em que seu fundo fica com um efeito arrastado ou borrado.


Fotografia panning: efeito fica mais fácil fotografar esportes (Foto: Reprodução)


Tudo está ligado à velocidade de obturação. Quando alta, você consegue captar imagens estáticas e congeladas. Quando lente, você consegue um efeito de movimento.


Como fazer efeito Panning em suas fotos


Para que você possa dominar esta técnica é preciso prática e treino, não desanime se não conseguir de primeira. Tente fazer várias fotos com diferentes velocidades e acompanhando diferentes objetos.

O primeiro passo é selecionar uma velocidade de obturação baixa nas configurações de sua câmera.

Diminuindo a velocidade, aumenta o tempo de exposição e assim você conseguirá borrar uma parte da cena fotografada.

O grande truque é utilizar algumas leis da física a seu favor: acompanhar com a sua câmera o objeto em foco irá anular sua movimentação. Deixando-o com efeito congelado e o fundo desfocado dará o tal efeito arrastado ou borrado, parecendo estar em movimento.

Aponte e foque o seu assunto que está se movendo e acompanhe a câmera junto com ele. Clique e comece a tirar a foto. Continue seguindo o seu assunto com a câmera.

A exposição irá terminar e, se você conseguir a velocidade do assunto com sua câmera, ele deverá estar nítido enquanto o fundo ficou desfocado.

Cachorro correndo ajuda a produzir o resultado (Foto: Reprodução).


Pode parecer complicado, mas com o tempo e com treino você pegará jeito. Há como fazer um efeito similar no Photoshop, porém os resultados feitos diretamente na sua câmera costumam ser bem melhores.


Matéria publicada no site: http://www.techtudo.com.br/
Por Tunai Caldeira
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