terça-feira, 27 de março de 2012

Fotografia Digital - Capítulo VI - Situações Especiais


ATILA’S PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS
FOTOGRAFIA DIGITAL – Situações especiais
(Artigo tirado da revista FOTOGRAFIA DIGITAL, da Editora Escala – www.escala.com.br).
Uma verdadeira arte – Harmonia é o principal objetivo no momento da idealização de uma boa e inesquecível foto.

Capítulo VI
Situações Especiais


Cenas e temas
Diversos momentos exigem preparo diferenciado e técnicas específicas do fotógrafo.

FOGOS DE ARTIFÍCIOS
Quantas vezes você já tentou fotografar aquela chuva de fogos de artifício no réveillon? E o resultado? Saiu como o esperado? Caso nunca tenha conseguido a imagem desejada, não se preocupe, é só seguir nossas dicas:

Equipamentos necessários

  • Uma câmara digital (não automática)
  • Uma objetiva grande-angular
  • Tripé

Técnica

  • Utilize o ISO 200.
  • O tempo de exposição será de 4 segundos.
  • A abertura do diafragma de f/11.
  • O tripé é para a fotografia não sair tremida.
  • A grande-angular é necessária para pegar toda cena. Lembre-se que os fogos de artifício vão bem alto.
  • Desligue o flash.

Câmeras automáticas/compactas

  • Fique bem afastado da queima de fogos.
  • Caso não tenha um tripé, pode apoiar a câmera no chão ou em qualquer lugar onde ela fica estática.
  • Utilize o ISO 200.







FOTOGRAFIA COM MOVIMENTO
A técnica de movimento é muito utilizada em fotos de esportes, danças, movimentação de automóveis, entre outros. Mas como os fotógrafos conseguem deixar aquela sensação de velocidade em algumas fotografias? E como eles conseguem congelar aquela ação? Não se preocupe, não é uma técnica tão complicada. Veja como realizar ótimas fotografias utilizando a velocidade do disparo e de do obturador:
  • Caso o objetivo seja priorizar a nitidez, deve-se usar velocidade de obturação alta, aproximadamente 1/100 s. Se a ideia for deixar aquele rastro, então utilizada uma velocidade mais lenta, de 1/30 s.
  • Observe o que vai fotografar, por exemplo: um maratonista tem velocidade bem menor do que um carro de corrida ou ciclista.
  • Fotos de movimento exigem distância do assunto. Por isso a lente mais indicada é uma teleobjetiva.
  • Faça testes até o resultado sair como o esperado.
  • Fotos noturnas que deixam rastros dos faróis dos automóveis pedem velocidade do obturador bem baixa. Às vezes a utilização do tripé é necessária.
Se você gosta de fotografia de shows e tem vontade de produzir boas imagens para mostrar aos amigos, que tal postar na Internet ou quem sabe fazer cobertura fotográfica desses eventos?
 

FOTOS DE CASAMENTOS

A fotografia de casamento é um bom caminho para a profissionalização, mas exige muito cuidado do fotógrafo.
O mais importante é ter consciência da importância dessa data para os noivos e familiares. Antes de sair por aí fotografando casamentos, não se esqueça que não dá para repetir a cerimônia.

Equipamento
Máquina – leve duas câmeras, uma fica de reserva.
Objetiva – zoom 28/35-80/90/105 mm.
Flash – use os modelos mais potentes (Frata, Metz ou Nissin). O uso do flash acionado por fotocélula é recomendado. Ele garante melhor iluminação.

Como começar?
A melhor maneira de começar é praticando no casamento de amigos e parentes. Contudo, não venda seu serviço e avise para não dispensarem o serviço de um profissional.
Converse com algum profissional que já realiza esse trabalho. Veja a possibilidade de trabalhar como assistente.

Equipe
Esse é o tipo de evento que é impossível trabalhar sozinho, pois você vai precisar de ajuda de alguém com responsabilidade para não faltar no dia da cerimônia.
O fotógrafo e seu auxiliar precisam estar vestidos em trajes sociais.
Treine seu assistente, converse e diga o que ele irá fazer.

Passo a passo
  • Nunca deixe de fazer as fotos da noiva no carro, entrada na igreja, casal junto com o padre, padrinhos e plateia.
  • Em locais pequenos é inevitável que o cinegrafista e o fotógrafo fiquem próximos demais. Procure conversar com o outro profissional, veja o que é possível fazer.
  • Utilize velocidade de aproximadamente 1/90. Vai perder um pouco de luz, mas terá imagens mais estáveis.
  • Além da fotocélula, é possível usar radio flash. Seus auxiliares vão posicionar os flashs.
  • Use o ISO 400. Mas se for utilizar o melhor é ISO 100 ou 200, isso garante mais qualidade na ampliação.
  • Utilize sempre o modo manual. Para fotos estáticas, use velocidade 1/30. Para a entrada e saída dos noivos, 1/60 com abertura f/5.6.
  • Fique atento aos movimentos de emoção dos noivos e pais. Não perca o momento dos cumprimentos, sempre rendem belas imagens.
  • Depois de ter feito as fotos que não podem faltar, tente ângulos mais criativos. Um close do beijo, de uma lágrima ou um sorriso.




FOTOGRAFIA DE SHOWS
Todos os eventos, nacionais ou internacionais exigem credencial. Então será necessário entrar em contato com as assessorias de imprensa.
Caso seja uma cobertura independente, a dica é crie um blog, site e poste as fotos lá.
Use essa plataforma para vender seu peixe para as assessorias.
Caso não consiga a credencial, certifique-se com a organização se é permitida a entrada do público portando equipamento de filmagem ou fotográfico. Se for proibido, esqueça. Mas se for permitido, compre seu ingresso e mãos à obra.

Veja algumas dicas:
  • Procure um ponto onde tenha espaço suficiente para você ter mobilidade.
  • Nunca use flash. Os artistas não suportam aquela luz no rosto, já precisam suportar diversos canhões de luz direcionados para o palco.
  • Trabalhe com ISO 800 ou 1600. Observe se a luminosidade do palco é alta. Caso esteja, procure utilizar ISO menor para não ter muita granulação na foto.
  • Os fotógrafos profissionais aconselham uma velocidade de 1/60 s. Dificilmente as fotos saíram tremidas. Caso sinta segurança, pode utilizar velocidade 1/100 s.
  • Utilize o foto automático.
  • Utilize uma objetiva zoom. Com ela vai poder afastar e aproximar do assunto de forma rápida.





AUTORRETRATO
A chegada do Orkut, Myspace, Facebook e outras páginas de relacionamento na Internet fizeram aumentar as fotos de autorretrato. Se você já tentou fazer isso, notou que é preciso várias tentativas para alcançar o resultado desejado. Portanto, como tempo é dinheiro, observe como pode economizá-lo:

Passo a passo

  • Se sua câmera for reflex (sistema de espelho no corpo da câmera, que mostra a fotografia exatamente como o fotógrafo vê através de seu visor), utilize o modo manual, assim consegue um resultado bem melhor.
  • Pode utilizar um tripé ou algum lugar para apoiar o equipamento. Normalmente, os autorretratos mais interessantes são feitos sem esse auxílio. As fotos mais criativas são realizadas só utilizando as mãos.
  • Pegue um objeto e faça o foco na mesma distância que você vai ficar da câmera. Faça também a fotometria da luz.
  • Feito isso, é só substituir o objeto pela pessoa.
  • Caso deseje uma imagem bem próxima do rosto, utilize o modo macro (representado por uma flor na maioria das câmeras digitais).
  • Outra possibilidade de autorretrato é fazer uma foto com espelho, mas dispense o flash.
  • A ideia do autorretrato é ser diferente mesmo e mostrar suas diversas facetas.
  • Os autorretratos do artista plástico e cineasta Andy Warhol (Pittsburgh, 06/08/1928 – Nova Iorque, 22/02/1987) é um ótimo material de referência.



Primeiras cenas

PÔR-DO-SOL
Fotografar o pôr-do-sol é sempre uma ótima ideia. Com certeza, é um das cenas mais belas que a natureza proporciona.

Aí vão algumas dicas:

  • Fotografar castelos de areia: Fique no mesmo nível que o castelo e garanta que sua família também esteja no mesmo nível.
  • A melhor luz será geralmente no final da tarde ou de manhã cedo.
  • Observe os animais na praia, tais como caranguejos e fotografe-os usando a sua função macro.
  • Experimente em pé na água, mantendo sua câmera perto da água e bata a foto tendo como alvo a praia. Mantenha o flash. Isto irá “preencher” as sombras sobre seus rostos (especialmente se seus temas estão usando chapéus).
  • Tenha cuidado com sua câmera, areia e água salgada são muito nocivas e podem danificá-las!
  • A maior dificuldade ao se fotografar o pôr-do-sol está na medição correta da quantidade de luz. A luz direta, vinda do sol, faz com que somente ela seja considerada pelo fotômetro interno da câmera e as áreas adjacentes fiquem escuras, sem detalhe algum, como na fotografia abaixo.


 Passo a passo
  • Utilize uma teleobjetiva acima de 200 mm. Ela permite uma imagem mais próxima do sol. Se sua câmera é automática, utilize apenas o zoom óptico.
  • Faça a fotometria (medição de luz) no céu e nunca diretamente para o sol. Repare que a beleza da foto é a coloração do céu avermelhado ou alaranjado.
  • Algumas câmeras automáticas possuem uma medição de luz parcial da área (spot meter). Isso ajuda, pois dessa maneira é possível medir a área do céu que se deseja que fique com a luz correta.
  • Se o pôr-do-sol é em uma praia, você pode chegar mais próximo da água e tentar ângulos diferentes.
  • A praia é um lugar fantástico, não só para fotografar a família e os amigos se divertindo, como para obter algumas boas fotos de paisagem
Exemplo
Raríssimas vezes encontramos um pôr-do-sol avermelhado, igual a este que fotografamos. A localização geográfica, o clima, a época do ano e as condições do tempo vão dar a tonalidade ao espetáculo. Geralmente ele acontece amarelado, com poucos tons de laranja ou vermelho. Quando encontramos um pôr-do-sol avermelhado vale qualquer esforço para tentar obter uma boa foto. O resultado, por pior que seja sempre agradará.
Se a sua máquina possui zoom óptico, use-o. Não aconselho o uso do zoom digital. Raríssimas câmeras têm um zoom digital quase semelhante, em qualidade ao zoom óptico. A Canon S5IS é uma delas, que com um zoom óptico de 12x consegue multiplicar esse valor por 4, aproximando o assunto 48 vezes, quase sem perder a qualidade. Mas para fotografar esta cena, não precisa, e nem deve usar, tanta aproximação. A função tele, nessas fotos, é realçar o plano de fundo em relação aos elementos do primeiro plano, quando houver.
Quanto à fotometragem, devemos medir a luz nas áreas adjacentes. Nas câmeras automáticas, basta apontar para o céu, por exemplo, apertar o disparador até a metade e mantê-lo nesta posição tão logo a regulagem esteja concluída. Isso fará com que ela não se perca. Em seguida, aponte novamente para o assunto principal, o sol, e faça a tomada da fotografia com a regulagem obtida na focagem do céu.



FOTOGRAFIA DE MODELOS
Fotografar modelos é o sonho de muitos iniciantes. A melhor maneira de começar é contar com ajuda de amigos (as) ou namorados (as).
O importante no trabalho com modelos é dirigir a cena e não esperar que a pessoa saiba o que você quer. Se o objetivo é fazer fotos de nu artístico, seja mais cauteloso e leve o ensaio a sério. O mais importante entre o fotógrafo e o (a) modelo é a confiança.

Equipamento

Objetiva – zoom de 80/105/135 mm ou 300 mm. Caso não tenha esse tipo de lente, não precisa comprar. Seja criativo.

Flash – nas externas use flash menos potente (de preenchimento) ou para efeito com luz direta (sem rebatedor) nas internas. Você pode direcionar o flash para uma parede branca ou teto, isso vai suavizar a luz do flash.

Passo a passo
  • A abertura e velocidade que vai usar é uma escolha sua. Lembre-se, quem vai dirigir a cena é você. Use toda a técnica que aprendeu nos capítulos anteriores.
  • Converse bastante com a pessoa que vai fotografar, mostre alguma referência do que pretende fazer (fotos de revistas). Criar confiança é importante para o (a) modelo ficar mais à vontade.
  • Explique as poses. Evite tocar na pessoa, deixe que ela se posicione. Não deixe o (a) modelo ficar enfurecido (a) e não o (a) segure muito tempo em uma posição.
  • Utilizar objetos para o (a) modelo interagir é interessante. Cadeiras, bolas grandes e coloridas, um tecido. Esses objetos valem muito quando a ideia é realizar um ensaio nu.
  • Faça closes, não fique preso somente nas poses. Dispense aquele plano de 3x4.
  • Fotografe sem afobação. Tenha calma e passe essa tranquilidade para o (a) modelo.
  •  Use e abuse da iluminação. Tente fotografar com velas, lanternas, abajur, entre outras. Não use uma luz chapada sobre o (a) modelo, isso tira toda a graça do corpo.
  • Dispense fetiches exagerados, o resultado pode ser uma foto de mau gosto. Lembre-se que vai mostrar seu trabalho para outras pessoas.
  •  Um dia antes de fotografar o (a) modelo, é importante que ele (a) não use roupas com elásticos, isso deixa marca no corpo. Um banho morno ajuda a amenizar as marcas.
  • Evite locações com muita informação, isso desvia a atenção do (a) modelo. Praias são ótimos lugares para realizar belas imagens.
 
(continua - Próximo capítulo, Photoshop).

ATILA’S PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS

segunda-feira, 19 de março de 2012

Fotografia Digital - Capítulo V - Composição


ATILA’S PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS
FOTOGRAFIA DIGITAL – Composição

(Artigo tirado da revista FOTOGRAFIA DIGITAL, da Editora Escala – www.escala.com.br)
Uma verdadeira arte – Harmonia é o principal objetivo no momento da idealização de uma boa e inesquecível foto.

Capítulo V
Composição

            Sem esquecer a parte técnica, é importante encarar a fotografia como arte, mesmo que esse não seja seu objetivo. Seja em uma foto industrial, casamento ou fotojornalismo, é a sensibilidade do fotógrafo que tornará a imagem atraente.

            Composição fotográfica é a disposição ou arranjo dos assuntos dentro da cena a ser fotografada. A ideia é criar harmonia entre todos os elementos da imagem, tornando-a agradável.

            Composição fotográfica é a seleção e o arranjo agradável dos assuntos dentro da área a ser fotografada.

REGRA DOS TERÇOS
           
            Um ótimo exercício para produzir belas imagens é a Regra dos Terços: imagine que a fotografia seja dividida com duas linhas paralelas horizontais e duas verticais. O encontro das linhas mostra quatro opções (ponto de ouro) para uma boa composição.

            Se o fotógrafo manter os assunto centralizados a foto ficará estática, o mais agradável é equilibrar os “pesos” dos assuntos.

Dicas
  • Utilizar linhas paralelas chama atenção do observador. Um exemplo são as linhas retas de um prédio mais as da rua, que convergem em um único ponto. Dessa maneira ele poderá criar uma imagem tridimensional.
  • Observe que as cores que mais chamam atenção em uma fotografia são o vermelho, azul, verde e amarelo. É importante trabalhar elementos de cores vivas dentro de uma cena de cores tênues para criar um contraste interessante.
  • Criar molduras com alguns elementos da imagem chama mais atenção para o assunto principal. As molduras podem ser folhagens, janelas, portas, entre outras.






A regra dos Terços é utilizada para facilitar a composição. Repare no equilíbrio da imagem.







 PLANOS
                O plano fotográfico é a distância da câmera em relação à cena capturada. Uma imagem pode ter diversos planos, mas é classificada sempre pela principal. Alguns planos dão ideia de distância e espaço, outros têm por objetivo os detalhes.

Grande plano geral
A paisagem é o assunto principal. O sujeito é colocado na sua situação geográfica. O sujeito é acuado pelo ambiente.












Primeiro Plano
                O objetivo é destacar as feições, gestos e emoção do sujeito, Esse plano isola o sujeito do ambiente, o que leva todas as atenções para seu rosto.

























Plano de detalhe
                Isolar uma parte do rosto do sujeito pode criar uma imagem abstrata.























Plano geral
                Nesse enquadramento, o ambiente divide o espaço com o sujeito. Existe uma interação entre ambos. O objetivo é situar o homem no ambiente em que corre a ação.
























Plano médio
                O sujeito preenche o quadro, a cabeça encosta na margem superior do quadro. O corte do sujeito é sempre na cintura. Esse enquadramento deixa espaço para outros elementos completarem a informação.























PALAVRA DO MESTRE
Henri Cartier-Bresson foi um dos grandes mestres da fotografia do século 20. Faleceu em 2 de agosto de 2004 com 95 anos. Trabalhou para as revistas “Life” e “Vogue”. Em 1947, fundou junto de Robert Capa a agência de fotografia Magnun.
                Cartier-Bresson não concordava com fotos arranjadas, montadas em estúdios. Ele admirava o inesperado e acreditava que o fotógrafo tinha que contar com o espírito daquele momento.

“Fotografar (....) é colocar na mesma linha de mira (....) a cabeça, os olhos e o coração.”

“A fotografia por si só não me interessa (....) mas a reportagem sim, a comunicação entre o mundo e o Homem com este instrumento maravilhoso do tamanho da mão que nos faz passar despercebidos. E assim participamos. É uma dança. Entende? É uma grande alegria fotografar assim.”
HENRI CARTIER-BRESSON

DICAS DE FILME
“HENRI CARTIER-BRESSON: Point d’Interrogation”, de Sarah Moon, produzido pela Production Take Five com direitos de copyright de 1994.

(continua - Próximo capítulo, Situações especiais).
ATILA’S PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

TÉCNICAS> Truques


ATILA’S PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS

Chegamos ao final do ano, e, como sempre, vêm as festas, férias, o verão e muitas fotos registrando todos esses eventos.

Pensando nisso, o Atila’s Produções Fotográficas publica uma edição extra sobre Técnicas e Truques para retratos perfeitos, visando proporcionar aos nossos leitores e seguidores que aprimorem suas técnicas com estas 20 dicas fantásticas publicadas pela revista Digital Photographer Brasil, Edição 12 – www.fotografodigital.com.br

(Artigo tirado da revista Digital Photographer Brasil, Ano 2, Edição 12 (setembro 2011), da Editora Digerati).


TÉCNICAS > Truques

Retratos perfeitos
Aprimore suas técnicas com estas 20 dicas fantásticas:


01 – Evite ângulos pouco lisonjeiros
            Não fotografe ninguém diretamente de baixo para cima. Coloque-se sempre bem de frente para a pessoa fotografada ou em um ângulo ligeiramente de cima para baixo. Ao fotografar crianças, agacha-se para ficar ao nível de seus olhos. Nada de clica-los do alto, deixando-as cabeçudas.

02 – Softbox de estúdio
            Ao usar iluminação de estúdio, evite uma luz direcional “dura” que possa criar sombras muito marcadas. Use um softbox para suavizar o efeito do flash e experimente bastante com a posição da luz. Tente fazer primeiro o arranjo mais básico, iluminando o rosto do modelo a partir de cima; será criada uma luz uniforme, com uma sombra em forma de borboleta sob o nariz.

03 – Objetivas recomendadas
            Use sempre uma lente adequada à tarefa. Grandes-angulares podem causar distorções pouco atraentes no rosto, especialmente se usadas muito de perto para tentar preencher o quadro com o rosto. Por sua vez, as lentes telefoto muito longas achatam a perspectiva da imagem e tendem a dar impressão de “engordar” a pessoa. Procure clicar com uma objetiva que tenha distância focal de 50 a 135 mm (tanto em full-frame quanto em APS-C ou DX) para obter os melhores resultados.

04 – Mais direção
            Fique tranquilo para ajudar seu modelo a relaxar diante da câmera e facilitar na hora de dar instruções. Tente sempre evitar que o rosto da pessoa esteja voltado para o sol direto, ou contra o vento; senão, a pessoa poderá sair na foto com o rosto franzido.

05 – Luz refletida
            Use um rebatedor para preencher as sombras no rosto do modelo, seja em estúdio ou em locação. O rebatedor é particularmente útil ao se fotografar em locação, pois permite dirigir a luz natural sem ter de mover o modelo de sua posição.

06 – Composição criativa
            Seja criativo com sua composição e não se conforme simplesmente às regras. Tente fazer cortes mais apertados ou colocar a figura na lateral do quadro. Um retrato não precisa ser apenas do rosto e dos ombros: afaste-se para incluir mais elementos no quadro, tanto do fundo quanto do modelo.

07 – Faça contato visual... ou não
            Os instantâneos permitem capturar mais momentos espontâneos, com uma atmosfera artística e ponderada> Não importa se seu modelo está ou não olhando diretamente para a câmera, pois esses detalhes dão um ar mais relaxado à imagem. Ao fotografar retratos, peça para o modelo desviar o olhar em alguns quadros para variar os resultados.

08 – Profundidade de campo rasa
            Use uma abertura ampla que dê a sua imagem uma profundidade de campo rasa, atraindo a atenção do espectador para sua imagem e seu tema. O efeito criado é mais artístico e evita que o espectador seja distraído por um fundo complicado.

09 – Silhuetas
            Um retrato não precisa ser óbvio. Tente fotografar apenas os olhos ou a boca. Silhuetas são um ótimo modo de criar retratos artísticos; para que a técnica funcione, é preciso apenas haver luz suficiente por trás da figura, pois apenas o fundo deverá ser exposto.

10 – Altere a perspectiva
            Mude sua própria terspectiva para criar imagens dinâmicas e criativas. Experimente clicar de ângulos altos ou inclinar a câmera para o lado para obter capturas com um ar experimental.

11 – Converse com o ambiente
            Pense em fotografar seu modelo em um ambiente em que ele se sinta confortável. Procure incluir a sua personalidade nas imagens, fotografando em locação enquanto ele está em ação, fazendo alguma coisa de que goste.

12 – Preto e branco
            Mantenha as cores uniformes para evitar distrações no fundo; mantenha o foco na figura> Pense em converter sua imagem em preto e branco na pós-produção para ver se a imagem tem algo a ganhar. Isso funciona especialmente bem em instantâneos e retratos urbanos.

13 – Ponto focal
            Sua imagem deve estar nítida e em foco. Ainda mais importante é garantir que a câmera esteja focalizada nos olhos do modelo, que atrairão naturalmente cada espectador que olhar para sua fotografia.

14 – Imitação inspiradora
            Procure achar inspiração no trabalho de outros fotógrafos. Tente reproduzir algumas imagens conhecidas com um toque pessoal. Analise as imagens alheias e procure recriar a exposição ou efeito para melhorar as suas próprias técnicas,

15 – Menos velocidade
            Dê mais movimento a suas imagens usando tempos mais longos no obturador, fazendo exposições mais longas para criar efeitos propositais de borrado de movimento ou duplas exposições fantasmagóricas. Esse estilo é muito criativo, mas é preciso praticar bastante para dominar a técnica ao fotografar pessoas.

16 – Fotos urbanas
            Desafie-se a abordar um estranho completo para fazer um retrato dele no meio da rua. Isso o ajudará a testar suas habilidades sob pressão e a aumentar sua confiança em si mesmo e em suas habilidades fotográficas.

17 – Câmera na cintura
            Para fazer instantâneos furtivos na rua, use uma câmera menor e menos chamativa que sua DSLR. Ou então, fotografe com a câmera na altura da cintura, sem olhar na tela ou no visor. Isso evita chamar a atenção, pois as pessoas nunca imaginam que estão sendo clicadas dessa forma. É preciso ter paciência até dominar a técnica, mas ajudará você a capturar momentos fantásticos na rua.

18 – Ajustes predefinidos
            Ao fotografar na rua, verifique seus ajustes e deixe a câmera prontinha para disparar, com o balanço de brancos e o ISO que preferir. Não faça seu modelo esperar que você configure os controles.

19 – Use acessórios
            Pense em incluir acessórios em suas fotos. Eles são ótimos para enriquecer seus retratos com elementos interessantes e atraentes. Escolha objetos que destaquem a personalidade do modelo ou a atmosfera da imagem.

20 – Série temática
            Invente um projeto de retratismo que envolva a criação de uma série de imagens concentradas em um único modelo ou tema. Essa é um jeito legal de enriquecer o portfólio e adquirir uma prática regular em campo.

ATILA’S PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS

sábado, 19 de novembro de 2011

Fotografia Digital - Capítulo IV - Acessórios


ATILA’S PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS

FOTOGRAFIA DIGITAL – Acessórios
(Artigo tirado da revista FOTOGRAFIA DIGITAL, da Editora Escala – www.escala.com.br)
Eles são indispensáveis – Diversos itens e equipamentos podem ajudar em sua busca pela foto perfeita.
Capítulo IV
Acessórios


OBJETIVAS
Diferente das câmeras automáticas, as digitais semiprofissionais e profissionais permitem a utilização de objetivas cambiáveis.
1 – Objetiva normal
Uma câmera 35 mm utiliza como padrão uma objetiva de 50 mm. Ela captura imagens em um ângulo de 50 graus, próximo a de um olho humano. Essa é a lente mais utilizada por amadores e profissionais.

2 – Objetiva grande angular
Sua área de visão é mais ampla.  É utilizada em fotos aéreas, paisagens e em ambientes, mas também pode ser usada em ambientes pequenos, como apartamentos. O truque é aumentar a profundidade de campo, o que dá impressão de um ambiente maior.

3 – Teleobjetiva
São utilizadas para fotografar a longa distância. Observe os fotojornalistas que cobrem futebol, eles usam objetivas que parecem canhões. A função dessa objetiva é se aproximar o máximo possível do assunto. Além dos fotojornalistas, as teleobjetivas são os  equipamentos ideais para os paparazzo.
Para se ter uma ideia, a objetiva Canon Super Telephoto 1200 mm f/5.6L EF USM Autofocus Lens tem mais de 80 cm de comprimento, 23 cm de diâmetro e 16,3 kg.

4 – Objetiva zoom
Ela varia a distância focal, ou seja, pode funcionar como uma grande angular ou teleobjetiva. Sua vantagem está no custo-benefício, pois ela tem três lentes em uma.

5 – Objetiva olho de peixe
Não deixa de ser uma grande angular, mas sua angulação é bem maior. Ela chega até 180 graus, por conta disso, causa distorções. Fotógrafos que fazem imagens para revistas de surfe e skate a utilizam bastante.

6 – Objetiva macro
Focaliza objetos a pequenas distâncias. O fotógrafo pode focar detalhes de um objeto, inseto, plantas, entre outros. É uma objetiva muito usada na publicidade.


 


 
TRIPÉ E MONOPÉ
A função do tripé é dar apoio ao fotógrafo no momento que ele utiliza uma velocidade baixa de exposição, caso contrário a foto sairia tremida. Pode ser utilizado em uma foto mais demorada, na qual a pessoa vai escolher a posição correta, enquadramento, luz, entre outros.
O mercado disponibiliza uma variedade de tripé, entre modelos e marcas. Tem pra todos os gostos e bolsos:
  • Básico – tripés mais simples aguentam máquinas leves apenas e seu preço é mais atraente.
  • Monopé – indicado para quem necessita de agilidade. É constantemente usado por fotojornalista esportivos.
  • Avançados – mais fortes, consequentemente suportam mais pesos. Tem abertura de suas pernas independentes e abrem em vários ângulos. Permite que a câmera fique em diversas posições, isso é possível porque utiliza na sua base uma esfera. São produzidos com materiais mais nobres e leves, como fibra de carbono e titânio.


 FLASH
É recomendado quando há pouca luz no ambiente, mas é preciso lembrar que sua luz pode ser refletida se houver espelhos ou objetos metalizados na cena a ser fotografada. Portanto, seu uso requer atenção.
Pode ser utilizado também para suavizar sombras ou criar efeitos mais criativos. As câmeras automáticas não permitem controlar o flash. Essa característica só é encontrada nas semiprofissionais e profissionais.

Manual
Permite regular abertura de distância entre o flash e o assunto, que como o nome indica é a distância física entre o flash e o objeto a ser exposto.
A potência do flash e o Número Guia ou Guide Number. Observe que quanto mais alto o número, maior será a potência do flash, portanto a luz percorrerá uma distância bem maior.
Conforme a distância aumenta, acontece uma perda de potência, para isso não existe solução. Note uma regra básica: utilizando o ISO 100 para fotografar um assunto que esteja aproximadamente 18 metros da câmera, a abertura será de f/2.8. Quer saber a abertura para as outras distâncias? Basta dividir o número guia (NG) pela distância do assunto.

Automático
Os flashes que apresentam mais regulagens automáticas possuem mais opções de preenchimento. Exemplo: caso a exposição do ambiente seja 1/125 s a f/8 e você regular o flash e as lentes para f/8, terá uma razão de 1:1. Para mudar isso, basta alterar a regulagem da abertura no flash, e deixar f/8 nas lentes. Dessa forma, colocando f/5.6 no flash a razão será de 1:2; e para f/4 será de 1:4. Nos dois casos, o que acontece é que você está informando o flash de que regulou a lente para uma abertura maior do que ela realmente apresenta, e portanto, ele fornecerá menos luz ao ambiente. E assim, quanto maior a abertura regulada no flash, mais fraco será o efeito.

Flash incorporado
Alguns flashes incorporados também possibilitam a técnica do preenchimento. Mas como essa regulagem é pré-estabelecida, ela não permite o controle sobre o flash. O ganho de luz é cerca de 2 vezes maior.

Flash TTL (through the lense)
O funcionamento é diferente dos demais. Pressionado o obturador, o flash é disparado, a luz bate no assunto e é refletida em direção a câmera. Um sensor (fotocélula) decide qual a exposição e tempos corretos, independe da abertura ou distância do objeto.

Fotografando com o auxílio do flash
Quando é a única luz do ambiente, seu uso torna-se bem simples, porque o TTL calcula a exposição de acordo com a luz refletida do objeto.

Preenchimento
Um dia de sol muito forte ocasiona sombras também mais fortes. A dica é usar o flash com potência baixa, apenas para amenizar as sombras, dessa forma você conseguirá um efeito natural.
E nos dias de tempo fechado, ele pode ser útil para dar mais vida à imagem.
Caso sua câmera seja automática, basta optar pelo modo “P”, que ela equilibra a potência do flash.








Olhos vermelhos
Os olhos vermelhos ocorrem quando o ambiente é muito escuro e a luz do flash atinge diretamente a pupila. Lembre-se que a pupila está dilatada e nela existe sangue.
Para evitar que seus familiares ou amigos fiquem com olhos vermelhos, vejam algumas dicas:

  •  Peça para a pessoa não olhar diretamente para a câmera.
  • Procure rebater a luz do flash. Para isso você pode direcionar o flash para o teto, parede ou utilizar um cartão branco.
  • Caso seja possível, acenda o máximo dde luz que tenha no ambiente.
  • Algumas câmeras já possuem o recurso de redução de olhos vermelhos. Repare que algumas disparam duas vezes o flash, o primeiro disparo é apenas para reduzir o efeito da dilatação da pupila.











Dica – Naquela viagem de fim de ano você fotografou seus amigos, e alguns ficaram mais escuros e outros mais claros. Para isso não acontecer, mantenha todas as pessoas na mesma distância do flash.

(continua - Próximo capítulo, Composição).

ATILA’S PRODUÇÕES FOTOGRÁFICAS